MARIA, PASTORES E MAGOS



Maria, Pastores e Magos.


João J. C. Sampaio

Ao findar de um ano e ao recomeçar um novo, em menos de uma quinzena somos convidados a celebrar três festas importantes: a do nascimento do Senhor Jesus, a solenidade da Santa Maria Mãe de Deus no dia do ano novo e a festa da visita dos Magos ao Rei-Messias Jesus. Tais festas não estão somente próximas, mas profundamente interligadas. Dessas exuberantes celebrações, entre tantas lições vitais que podemos extrair, hoje vamos escolher as que saltam imediatamente aos nossos olhos.

Sabemos que no centro de todas essas comemorações se encontra uma CRIANÇA extraordinária que fez e continua fazendo benéficas alterações em nossas existências. Antes mesmo de nascer já provocou indescritíveis expectativas na vida de nossos antepassados e, hoje, nos provoca risos de felicidade.

O Evangelista Lucas nos ajuda a compreender esse tempo glorioso da manifestação divina. Explica que a pessoa de Maria foi a primeira a passar por esse momento transformador e que Ela conservava todos os mínimos detalhes que se sucediam em seu coração de mãe. Por duas vezes verificamos essa afirmação (Lc. 2, 19 e 2, 51). José, seu esposo, também vivenciou os mesmos sentimentos; depois os Pastores e Magos foram surpreendidos por Anjos e Estrela; agora chegou a nossa vez de acolher as transformações que o Senhor Jesus está processando em nossas vidas.

O nascimento desse MENINO prodígio ocorreu longe do conforto e das maternidades, sem o auxílio de parteiras, em condições higiênicas nada recomendáveis, mas tão igual à maioria desprotegida de nosso povo.

Se faltaram as condições favoráveis, sobraram admiração, carinho e calor humano dos pastores que “acorreram pressurosos em busca do Menino” (Lc. 2, 16). Outra lição que encontramos nesses pastores: ao ouvir o anúncio dos Anjos sobre essa CRIANÇA, foram rapidamente à sua procura e não se contentaram apenas em encontrá-La, mas saíram contando a todos o que tinham visto e ouvido! As boas notícias precisam ser propagadas!

A celebração da festa da Epifania ou dos Magos complementa a ação dos Pastores. Esses Magos, originários do Oriente (Mt. 2, 1-2), logo que viram uma estrela diferente no firmamento partiram sem saber para onde iriam e quando chegariam. Tinham em seu favor as profecias com as promessas antigas. Se os Pastores encontraram logo o Menino e seus pais, não foi o que aconteceu com os Magos que empreenderam uma longa e perigosa jornada.

Nos Magos também encontramos a lição da persistência, uma virtude de difícil conquista. Ela é própria de quem realmente acredita. Se quisermos mais, podemos aprender outra lição nessa passagem: a de estarmos bem atentos aos sinais dos tempos! Por que os habitantes de Jerusalém, os doutores da lei, os sacerdotes, os estudiosos das Escrituras não notaram a mesma estrela?

Quanta preciosidade deixamos pelo caminho porque permanecemos alheios à multiplicidade dos sinais que Deus nos envia!

A festa do meio em honra à MARIA, a Mãe de Jesus, no primeiro dia do ano, nos ajuda a sedimentar os sonhos e as esperanças. Essa celebração engloba Pastores, Magos e todos nós. Afinal de contas, sem o SIM decidido e irrestrito de Maria não teríamos as outras duas comemorações. É essa MENINA corajosa, agora chamada de Mãe de Deus, que nos apresenta, carregando ao colo, a grande novidade generosa do Pai: Aquele que é o penhor seguro de um ano verdadeiramente novo. Novo não no sentido do tempo, mas de profunda mudança de mentalidade e de atitudes.

Este princípio de ano é o momento privilegiado para iniciar buscas mais significativas e comprometidas, construindo no “aqui e agora” o céu que almejamos. Sejamos como foguetes que partem com todas as energias rumo ao espaço sideral e não abortemos nossas esperanças. Não nos faltam, como testemunhamos, os combustíveis exemplares dos Pastores, dos Magos e da extraordinária pessoa de Maria.

Se queremos contemplar JESUS face a face não tenhamos medo de nos colocar a caminho! Já temos uma certeza: Deus é conosco!

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