EDUCAÇÃO E POLITICA.
EDUCAÇÃO E POLITICA.
João J. C. Sampaio.
Muitos de nós sentimos alergia só em pensar na palavra política e a tratamos, equivocamente, como uma doença contagiosa. Diante de sua constante manipulação e uso indevido, a política tornou-se sinônimo de coisa suja, quebra-galho de malandro, atividade de pessoas de mau caráter. Falar em político, então, faz vir à tona o gosto amargo da raiva, do mal estar, vontade explícita de vomitar. Tornamo-nos tão decepcionados que nem damos chance de fazer uma separação entre político e politiqueiro. “Quem mexe com política é tudo igual”, sentenciamos! Não podemos também culpar os que assim pensam, pois o mundo da política, realmente apresentou e ainda apresenta essa imagem deprimente de podridão.
Mas, com coragem, vamos refletir um pouco. Se encontramos políticos irresponsáveis e aproveitadores é porque nós, eleitores, os conduzimos ao poder com nosso voto omisso e igualmente irresponsável. É chegada a hora propícia de buscar uma nova ordem, de dar um basta neste caos desumano. Isso se fará com a mudança de mentalidade de nós mesmos, assumindo o compromisso de quem se decide pela justa transformação da realidade onde estamos inseridos.
Gritemos com toda a voz que política é coisa séria. Ela tem tudo a ver com a nossa vida. Com ela está a organização da sociedade, da cidade, do Estado, do País, dos fundamentos que dizem respeito à Educação, à saúde, à habitação, aos direitos e deveres que nos tornam cidadãos e nos engrandecem. Tudo passa, pela própria vocação humana e pela importância dos direitos, pelas decisões dos que atuam na política, ou se quiser, pela ordem pública.
A nossa vida corre perigo quando desprezamos a política ou votamos mal. Com razão se afirma que a política e os políticos possuem a nossa cara. Eles são feitos à nossa imagem e semelhança... Se não exigirmos melhores posturas dos políticos é porque não fazemos tal exigência de nós mesmos! Depois não teremos força moral para reclamar das desgraças que recaírem sobre nós!
Iremos, em pouco tempo, ter uma especial oportunidade de buscar novos rumos para o País e de consolidar o que conquistamos. As eleições estão à nossa porta e o tempo é chegado de escolher pessoas que nos representem e atuem, seriamente, em favor do País e de nossa gente.
Para quem não pensa em si mesmo e na sociedade onde vive ouso afirmar que “voto não é tão secreto”. Ele deve ser analisado com seriedade. É fundamental refletir mais sobre o valor do nosso voto, tendo plena consciência de que ele nos pertence e que vamos concedê-lo a quem, realmente apresente propostas sérias, viáveis e esteja comprometido com valores que nós prezamos. É urgente assumir a postura do técnico esportivo que jamais entra com seu time em campo para perder. Votar bem é uma forma de luta para que os direitos sejam respeitados, para que o bem social se consolide; é contribuir, enfim, com mais qualidade de vida para nós e para todos. É buscar o melhor, o que realmente importa, o que faz diferença positiva e traz realização!
Cuidado para não esmolar benefícios pessoais de candidatos! Não vendamos o nosso voto! Não o entreguemos a qualquer aventureiro ou desconhecido! O NOSSO VOTO É PRECIOSO E SEM PREÇO! Não o atiremos aos porcos!
Como cidadãos, temos a imensa responsabilidade de participação na vida política, na reestruturação de nossa cidade, de nossa região, de nosso País. Desperdiçar o nosso voto é omissão grave, é desprezar o bem-estar comunitário, é sujar a fonte da vida. A política deve expressar a riquíssima dimensão comunitária, elemento imprescindível de salvação. Para nós que cremos e assumimos os critérios do Evangelho de Jesus, a salvação não se realiza só no depois junto Daquele que nos ama, mas, primeiramente, se manifesta na felicidade humana neste momento da existência.
Não permitamos que os outros tomem conta de nossas vidas e delas façam o que bem entenderem. Se nos reconhecemos como filhos de Deus, se recebemos os dons do seu Espírito de Amor, deixemos de agir de modo indiferente ou como escravos submissos!
O omisso facilmente se torna submisso!
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