FAMÍLIA UNIDA ADOÇA A VIDA!

 FAMÍLIA UNIDA ADOÇA A VIDA!

 João J. C. Sampaio

 

Ouvimos com frequência que a família vai mal, que está desmoronando, sofrendo de depressão, de insegurança e que, mesmo psicólogos e outros especialistas, não conseguem encontrar um remédio para sanar os seus males.

 

  De fato, já se foi o tempo que os pais podiam se orgulhar de construir uma família bem estabelecida ou afirmar que havia cumprido a sua missão de educadores. A receita da boa educação do passado foi se tornando frágil diante de novas posturas introduzidas pela sociedade. Os valores éticos e da boa convivência, adquiridos pelos filhos, eram transmitidos no próprio lar. Os que tinham o privilégio de frequentar os bancos escolares, ainda encontravam na fala de alguns mestres comprometidos com a vida, um reforço mais aprofundado daquilo que tinham anteriormente recebido.

 

                          Não podemos negar que estamos diante de novos tempos, com modismos e posturas que se renovam e se desgastam rapidamente, com modelos exemplares de curta duração, dos quais copiamos tudo o que consideramos prazeroso para o nosso cotidiano. Os mais conscientes ou com bases educacionais mais sólidas, sofrem inconformados com a percepção de que a educação e outros valores fundamentais estão se nivelando por baixo, tornando-se simples produtos manipulados ou gerenciados sem o devido cuidado pela mídia.

 

  Atualmente, quem dá forma aos padrões de comportamento são os meios de comunicação. Uma novela com enredo bem articulado ou um bom comunicador agitam mais o meio social do que as falas familiares, os exemplos de bons professores ou os sermões eclesiais. O televisor, colocado em lugar privilegiado e central de nossas casas, vem calando a voz de nossos próximos mais chegados. Ele se tornou o mestre que ouvimos com prazer, que se acha no direito de nos propor normas de convivência, o que consumir, qual regime seguir para ficar esbelto, em que acreditar, enfim, obedecê-lo sempre para ser feliz...

 

                           O televisor vem representando o sagrado em nossas casas, o altar de onde o deus consumo fala e nós dizemos amém! E esse é apenas um exemplo do exercício do poder da mídia sobre as famílias e as formas educativas. Ele agora se multiplicou por meio de seus inúmeros filhos midiáticos, os aparelhos celulares que carregamos como objetos sagrados e indispensáveis. Os celulares substituíram os escapulários, terços ou outros objetos de devoção ou proteção. Sem eles, não me sinto mais gente!

 

                          Sabemos, no entanto, que o diálogo, fundamental para a vida humana e imprescindível no espaço familiar, não pode ser trocado pelo cala boca dos meios comunicativos. Por favor, não entendam que estamos contra os meios de comunicação, nem incentivando a quebra de aparelhos. ELES SÃO INSTRUMENTOS IMPORTANTES EM NOSSAS VIDAS, MAS NÃO OS DONOS DE NOSSAS VIDAS. Nada substitui uma boa conversa entre pais e filhos e dos filhos entre si. Muitos pais, apesar do pouco tempo que permanecem em casa, em função do trabalho que exercem, fazem questão de encontrar momentos oportunos para um bom diálogo com os seus filhos. Sabiamente, estão descobrindo que TEMPO É QUESTÃO DE PREFERÊNCIA E QUEM AMA SEMPRE TEM TEMPO!

 

  Família não é sucata social do passado, ela é uma preciosidade imensurável e continua significando o nosso porto seguro, a primeira escola do amor e do equilíbrio nas boas e fraternas relações neste planeta.

 

                          Os numerosos e diversificados mundos religiosos buscam modelos exemplares de convivência familiar. Em todos eles contemplamos as imensas dificuldades enfrentadas no seu contínuo processo de reconstrução. Não sei se há família que possa ser considerada perfeita. Sei que há famílias que não desistem de procurar o melhor caminho para a realização humana.

 

                       Que as nossas famílias mereçam as bênçãos prometidas de uma vida longa e feliz sobre a terra (Sl. 128) pelo constante exercício do respeito mútuo, da plena vivência dos valores humanos fundamentais e do amoroso convívio entre pais e filhos. UMA FAMÍLIA UNIDA GARANTE A QUALIDADE DE VIDA! E A DOÇURA TAMBÉM!

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