SHALOM!


SHALOM! SHALOM!

João J. C. Sampaio


Se há algo que realmente imploramos e desejamos é viver em paz; paz que transborda de felicidade o nosso interior e promove a alegria benfazeja do relacionamento humano.


O que o mundo nos oferece é a promessa de felicidade e bem estar, mas exige em troca muita labuta e submissão. Costumamos mergulhar de cabeça na conquista de certos ideais que logo nos cansam e enfadam porque as propagandas que nos agridem afirmam que estamos desatualizados com a última moda lançada em qualquer capital famosa do planeta. A habilidosa sociedade capitalista não nos permite momentos de repouso. Comanda as nossas cabeças e as nossas vontades o tempo todo, não nos permite viver em paz e nos instiga a trabalhar sempre mais para comprar o novo que se exibe nas vitrines sugestivas dos mercados dos desejos! Se não o adquiro logo na primeira oferta, acabo levando na liquidação com a sensação de ter feito um “negócio da China”. Caindo nessa arapuca, jamais teremos paz conosco mesmos...


Lançando um olhar sobre as Sagradas Escrituras, lá encontraremos passagens que falam de paz. Um amigo, expert nas Sagradas Letras, explicou-me que o “SHALOM” dos hebreus foi instituído como paz que deveria ser cultivada entre as tribos primitivas e ela se manifestava nas necessárias trocas dos produtos da terra. O que a terra produzia ou criava por benevolência de Deus, seria partilhada entre os irmãos de todas as tribos. Assim, com o “SHALOM” se evitariam furtos, atritos, guerras ou acumulação de bens. Tratava-se de uma forma de convivência harmoniosa, de uma sociedade organizada onde todos saíam se beneficiando. Com esse acordo de paz a economia tribal se realizava e, ao mesmo tempo se cumpria a vontade de Deus.


Os romanos também propuseram a paz como a melhor maneira de se viver. Mas, a “PAX ROMANA” só trazia vantagens aos próprios romanos dominadores e aos seus asseclas. Era a paz do silêncio, da submissão, do sofrimento, da revolta que doía fundo na alma... Essa é ainda a paz que nos apresentam através de ideologias dominantes e de submissão...


JESUS RESSUSCITADO também nos ofereceu a sua PAZ. Em suas aparições, sempre foi reconhecido com a saudação: “A PAZ ESTEJA CONVOSCO!” (Jo. 20, 19-21) Sabemos que esse cumprimento se tonou um hábito entre o povo de Israel, assim como costumamos desejar “bom dia” ou “boa tarde”.


Com certeza, a saudação do CRISTO RESSUSCITADO não foi um desejo qualquer, dito por dizer. O seu “SHALOM!” pronunciado aos apóstolos e, hoje, a todos nós, traz em si a força salvadora da sua própria Palavra que ordenou aos cegos que enxergassem; aos coxos que andassem; aos surdos que ouvissem; ao mar que se acalmasse; aos espíritos imundos que desaparecessem e aos mortos que ressuscitassem. É um “SHALOM!” que faz prevalecer o bem; que se traduz numa convivência harmoniosa, justa e fraterna; que abre as portas trancadas do coração; que faz desaparecer a insegurança e proclama novos tempos de Vida abundante.


Com o “SHALOM!” do SENHOR JESUS RESSUSCITADO sedimentado em nossa vida cotidiana, novos milagres ocorrerão: a mesa do pobre estará farta; o que se drogava não mais se iludirá; pais e filhos trocarão ternuras; pastores e ministros religiosos olharão numa mesma direção; políticos cumprirão sua missão de administradores; dominadores estenderão as mãos desarmadas; insensíveis abrirão os seus corações; o rancor cederá lugar à mansidão e o ódio se transformará em amor...


Meu Irmão, minha Irmã, estar no mundo é condição humana, mas viver em Paz é trazer para o “aqui e agora” a situação de Paraíso. O SENHOR JESUS RESSUSCITADO é o penhor seguro dessa Paz!


“SHALOM!”

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